Limeriques

Nonsense, Edward Lear e Limeriques

por Sérgio Capparelli

O inglês Edward Lear publicou em 1846 um livro intitulado “A Book of Nonsense”, chamando a a atenção para uma particularidade do humor na literatura inglesa. Seu contemporâneo, Lewis Carrol, também escrevia nessa época livros como Alice no país das Maravilhas e Alice através do espelho, que também fazia uso de nonsense - não a falta de sentido, mas antes, a frustração devido a sua falta. No texto a seguir, você poderá saber mais o que é nonsense e, principalmente, sobre Lear, que gostava de vestir seu nonsense com limeriques.

Pássaros coloridos de Lear Jornal de um Pintor de Paisagem Ilustrações Zoológicas de Lear Nonsense Botany 1871 Pássaros de Lear

Edward Lear - A Book of nonsense
Limericks - 01 a 10

 

[01 a 10] [11 a 20] [21 a 30]

 

[31 a 40] [41 a 50] [51 a 60]

 

[61 a 70] [71 a 80] [81 a 90]

 

 [91 a 100] [101 a 112]

 

104 limeriques de Sérgio Capparelli

 

Tinha uma menina séria em Caeté

Que perguntava “o que é? O que é?

tem pescoço de botija

e bem na ponta mija?

provocando riso das meninas de Caeté

 

 

+ 40 limeriks escronchos

 

Uma pobre mulher de Bueno Brandão,

Quis  coçar o pé e  perdeu a mão

Procurou, procurou

Numa mais encontrou

a mão, essa mulher de Bueno Brandão.

 

 

Edward Lear

 

 Havia uma senhorita de trança
Ensinando aos patinhos uma dança
Ela dizia: tique-taque
Repondiam: quac-quac
entristecendo a senhorita de trança.


Havia um alegre velhinho no Japão
Que andando a cavalo caiu no chão
Partiu-se em dois
e o colaram depois
Esse escolado velhinho do Japão.

Os Jumblies

Entraram no mar na peneira, claro,
na peneira entraram no mar:
dos amigos nem quiseram a opinião
manhã invernal, armando temporal,
na peneira no meio do mar
E quando a peneira se pôs a rodar
e cada um gritou: “Vão se afogar!”
Responderam: “é pequena
Mas e daí? vamos sair daqui,
nessa peneira dentro do mar
Distante e raro, distante e raro
o lugar onde jumblies têm lar
As cabeças são verdes, as mãos, azuis,
Na peneira entraram no mar.

    

A gata e a coruja

 

 

A coruja e a gatinha entraram no mar,
Em um barco verde limão;
levaram melado e dinheiro dobrado
Grana demais, mais de milhão.
Estrelas no céu a coruja olhou,
E ao violão se pôs a cantar:
Oh minha gata, oh meu amor
meu céu, meu mar
meu céu, meu mar
Oh minha gata, oh meu amor

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