Limeriques

A gata e a coruja

 

 

A coruja e a gatinha entraram no mar,
Em um barco verde limão;
levaram melado e dinheiro dobrado
Grana demais, mais de milhão.
Estrelas no céu a coruja olhou,
E ao violão se pôs a cantar:
Oh minha gata, oh meu amor
meu céu, meu mar
meu céu, meu mar
Oh minha gata, oh meu amor

 

A Coruja e a gatinha entraram no mar,

    em um barco verde limão;

Levaram melado e dinheiro dobrado

    grana demais, mais de milhão.

Estrelas no céu a Coruja olhou,

E ao violão se pôs a cantar:

   Oh minha gata, oh meu amor

      meu céu, meu mar

      meu céu, meu mar

Oh minha gata, oh meu amor

                                                                                   
 

The Owl and the Pussy-cat went to sea
    In a beautiful pea green boat,
They took some honey, and plenty of money,
    Wrapped up in a five pound note.
The Owl looked up to the stars above,
    And sang to a small guitar,
’O lovely Pussy! O Pussy my love,
      What a beautiful Pussy you are,
          You are,
          You are!
What a beautiful Pussy you are!’

                                                                                       

 

 

 

A gatinha falou: coruja, meu amor

   No meu céu você é carrossel

vamos nos casar, cansei de esperar:

   Só que ainda falta o anel.

E foram mar afora, um ano e uma hora,

   Até ilha onde florescem sagüis,

No caminho vinha um porquinho

   com um anel pendurado no nariz.

      no nariz

      no nariz

com um anel pendurado no nariz.

                                                                             
  

Pussy said to the Owl, ’You elegant fowl!
    How charmingly sweet you sing!
O let us be married! too long we have tarried:
    But what shall we do for a ring?’
They sailed away, for a year and a day,
    To the land where the Bong-tree grows
And there in a wood a Piggy-wig stood
    With a ring at the end of his nose,
          His nose,
          His nose,
With a ring at the end of his nose.

                                                                                          

 

 

Porquinho, que legal! Por um real

    Vende o anel?  Negócio fechado!

O anel compraram e logo se casaram

   - O juiz foi um peru empertigado -

Jantaram tutu e guisadinho com angu,

   colher dentada muito afiada

e por fim, juntinhos, na beira do mar

    dançaram ao luar

         ao luar

         ao luar

dançaram ao luar.

                                                                            
   

’Dear pig, are you willing to sell for one shilling
    Your ring?’ Said the Piggy, ’I will.’
So they took it away, and were married next day
    By the Turkey who lives on the hill.
They dined on mince, and slices of quince,
    Which they ate with a runcible spoon;
And hand in hand, on the edge of the sand,
    They danced by the light of the moon,
          The moon,
          The moon,
They danced by the light of the moon.

                                                                                                  

 

Ilustrações de Edward Lear

 

 

 

 

 

 

 

 

                           

 

                  Limericks de Lear

 

 

      

66

 

Um velhinho natural de Santa Maria

o que fazer nunca sabia

tão agitado ficava

ao sol que se bronzeava

esse velhinho natural de Santa Maria.

  80

 

Havia um homem em Guaxupé

Que não conseguia ver o pé.

-Este é seu dedão?

-Imagino que não!

Cético esse homem de Guaxupé.

 

                                                                             
   

89

 

Uma pobre mulher de Castelfranco

era oerseguida por um urso branco

Correu, correu e correu

Olhou pra trás e morreu

Essa infeliz mulher de Castelfranco.

 

91

 

Havia uma jovem em Uagadugu

Que tocava  flauta de bambu

Anos e anos a fio

Pros porcos de seu tio

Essa agradável jovem de Uagadugu

   
 

Um infeliz velhinho do Peru
olhava sua mulher fazer angu
mas ela se enganou
e na panela cozinhou
esse infeliz velhinho do Peru.

 

 

Havia uma mulher em Poconé

Que na terrina de sopa lavava o pé

Depois tapava o nariz:

- O que você me diz?

perguntava a mulher de Poconé.

 

   

 

E dizia o sacristão de Ipatinga:

Nesse mato tem de jacutinga

Eu sinto a catinga

Eu sinto a catinga

O sacristão dizia, em Ipatinga.

 

 

Havia um barbado em Sobradinho

Em cuja barba construíram ninho

Corujas e galinhas

Cotovias e sardinhas

Magoando  o barbado de Sobradinho.