Poemas Indígenas

Indios USA e Canadá

 

Codornas cinzas bem juntinhas,
E mais acima, o coiote que chega a trote
e que para e olha:

Bem juntinhas elas correm, azuladas
enquanto o coiote as olha
De quina.

 

 

 

 

O sol nascente


O sol está nascendo.
É tempo de sair
para olhar as nuvens.




(Yuman e Yaqui)

de The Path on the Rainbow: An Anthology of Songs and Chants from The Indians of North America, publicado por George W. Cronyn, Boni & Liveright, 1918 e 1934




Última canção de Touro Sentado


Um guerreiro
Sempre fui
Agora
Tudo acabou
Tempos difíceis
Tenho pela frente.


de The Path on the Rainbow: An Anthology of Songs and Chants from The Indians of North America, editado por George W. Cronyn, Boni & Liveright, 1918 e 1934




O céu


O céu
Adora me ouvir.



(Chippewa)
from The Path on the Rainbow: An Anthology of Songs and Chants from The Indians of North America,
edited by George W. Cronyn, Boni & Liveright, 1918 and 1934




O vento


O vento está me levando pelo céu.
O vento está me levando pelo céu.
Meu corpo está aqui no vale -
O vento está me levando pelo céu.




(Chippewa)

edited by George W. Cronyn, Boni & Liveright, 1918 and 1934




Fico muito feliz

Fico muito feliz
Quando chega o barco a vapor
E sinto que vou chorar
Quando o vejo partir.



(Chinook)
from The Path on the Rainbow: An Anthology of Songs and Chants from The Indians of North America,
edited by George W. Cronyn, Boni & Liveright, 1918 and 1934




Corvo


Corvo
Eu vou morrer,
Voa pra longe.




(Mandan Idatsa)
de The Path on the Rainbow: An Anthology of Songs and Chants from The Indians of North America, editado por George W. Cronyn, Boni & Liveright, 1918 e 1934





Canção da flecha


Escarlate
é sua cabeça.




(Chippewa)
de The Path on the Rainbow: An Anthology of Songs and Chants from The Indians of North America, editado por George W. Cronyn, Boni & Liveright, 1918 e 1934

Logo que meus olhos


Logo que meus olhos
buscam a planície,
eu sinto o verão na primavera.




(Chippewa)
________________________________________
de The Path on the Rainbow: An Anthology of Songs and Chants from The Indians of North America, editado por George W. Cronyn, Boni & Liveright, 1918 e 1934.





Eu te prometi


O que foi que te prometi?
Que o céu seria claro e brilhante para ti.
Foi isso que te prometi.



(Chippewa)
from The Path on the Rainbow: An Anthology of Songs and Chants from The Indians of North America,
edited by George W. Cronyn, Boni & Liveright, 1918 and 1934




Canção de Reprimenda


Soldados
vocês fogem,
mesmo as águias morrem




(Sioux)
De "Teton Sioux Music", Bureau of American Ethology, Bulletin 61 1918, a partir de In the Trail of the Wind: American Indian Poems and Ritual Orations, John Bierhorst (editor), New York: 1971



Última canção de Antilope Branco


Nada vive muito
Nada vive muito
Nada vive muito
A não ser a terra e as montanhas.




(Cheyenne)
Antílope Branco foi um chefe Cheyenne por mais de 50 anos. Foi morto no Massacre de Sand Creek, em 1864, quando ele, de pé, cruzou os braços e cantou essa canção.


A canção de Niquali


Eu me pergunto
o que minha vida futura
Vai fazer para mim.



Tlingit - Northwest Coast
from The Path on the Rainbow: An Anthology of Songs and Chants from The Indians of North America,
edited by George W. Cronyn, Boni & Liveright, 1918 and 1934




Belo ao caminhar

Na trilha marcada com pólem, posso caminhar;
Com gafanhotos junto de meus pés, posso caminhar;
Com orvalho ao redor de meus pés, posso caminhar;
Cheio de beleza, posso caminhar;
Cheio de beleza antes de mim, posso caminhar;
Cheio de beleza atrás de mim, posso caminhar;
Cheio de belezas obremim, posso caminhar;
Cheio de beleza sob mim, posso caminhar;
Cheio de beleza ao redor de mim, posso caminhar;
Com a velhice vagando na trilha da beleza, vivamente, posso caminhar;
Com a velhice vagando nos rastros da beleza, revivendo, posso caminhar;
Até tudo se acabar embeleza.


(Navajo)
from Washington Matthews, "Navaho Myths, Prayers and Songs", University of California Publications in Archaeologyand Ethnology, Vol 5, p.48, quoted in Franz BoasPrimitive Art, 1927, p. 327-28


Canção das codornas



Codornas cinzas bem juntinhas,
Mais acima, o coiote que chega a trote
e que para e olha.

Bem juntinhas, elas correm, azuladas,
Enquanto o coiote as olha .
De quina.

Índios Pima, Estados Unidos, rec. Frank Russel, reproduzido por Brian Swann, Song of the sky, University of Massachussetts Press Densmore


E agora?


Eu dizia que era uma coruja,
mas agora que escuto quando piam
morro de medo
ao anoitecer.


Chipewa, Estados Unidos, rec. Frances Densmore, reproduzido por Brian Swann, Song of the sky, University of Massachussetts Press



Transe

Há penas sobre os telhados
“Faça-as dançar!,
diz o dia.

Nootka, Canadá, rec. Helen Roberts e Morris Densmore Swadesh, reproduzido por Brian Swann, Song of the sky, University of Massachussetts Press


As pegas

No meio de suas asas
estão os degraus da manhã.
Amanhece! Amanhece!

Navajos, Estados Unidos, recolhido por Washington Matthews, reproduzido por Brian Swann, Song of the sky, University of Massachussetts Press


Canção do espírito guardião

Tremendo o ruído
dentro
do eco!



Salish, Canadá, recolhido por Helen Hoberts, reproduzido por Brian Swann, Song of the sky, University of Massachussetts Press


Canção 2


A voz da escuridão da noite me diz para ir,
fala a coruja cinza.

A voz da escuridão da noite me diz para ir,
diz a coruja de chifre

A voz da escuridão da noite me diz para ir,
O lobo cinzento fala

O som no escuro da noite me diz para ir
A cobra desliza.


Osage, Estados Unidos, recolhido por La Flesche, reproduzido por Brian Swann, Song of the sky, University of Massachussetts Press



Beleza

Um arco-íris
me veste:
todo mundo agora
me vê
quando chego.

Cochi e Zuni, Estados Unidos, recolhido por Frances Densmore, reproduzido por Brian Swann, Song of the sky, University of Massachussetts Press