Poemas Indígenas

Innuit

Não sou eu
Quem faz surgir os vapores
Não sou eu
Quem faz surgir os vapores
Iá, iá, iá, iá.

É o povo do país da fumaça
que faz surgir os vapores
é o povo do país da fumaça
Iá, iá, iá, iá, iá.

 

Canção contra a neblina

 

 

Não sou eu

Quem faz surgir os vapores

Não sou eu

Quem faz surgir os vapores

Iá, iá, iá, iá.

 

É o povo do país da fumaça

que faz surgir os vapores

é o povo do país da fumaça

Iá, iá, iá, iá, iá.

 

Que essa neblina imensa

fuja para o mar

e se afunde

No horizonte.

Iá, iá, iá, iá, iá

 

(Innuit)

 

 

O mar imenso

 

Me põe à deriva,

Me balança
como alga sobre a pedra

Na corrente do rio.

O arco do céu

Me põe em movimento

E me deixa à deriva.

O vento sopra

Dentro de minha alma.
balança-me,
e eu estremeço de alegria.

 

Poema inuit de Uvavnuk,, um Inuit de Igloolik, recolhido pela primeira vez por Knud Rasmussen, no início do século.,  

 

Canção da madrugada 

Deixo meu repouso

Ergo-me

Em movimentos

Rápidos

Como o bater de asas do corvo

Ergo-me

Ao encontro do dia.

 

 

O meu rosto desaparece

Na obscuridade da noite

Os meus olhos fitam

A luz da madrugada

A luz da madrugada

Que da luz da Aurora

E que clareia o céu.

 

Canto Innuit in Trésor de la Poésie universelle, Caillois / Lambert,

p.508, Alaska, Groenland.

 


O Mar

O Imenso Mar
Me põe em movimento,
O Imenso Mar

  Inuit